Museu Grão Vasco em Viseu volta a mostrar obras de arte na segunda-feira

O Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, reabre na segunda-feira, com as suas obras de arte completamente disponíveis para serem vistas e equipas de vigilantes a funcionarem “em espelho”, disse a diretora da instituição, Odete Paiva.

“Sentimo-nos muito confortáveis para reabrir o museu”, disse Odete Paiva, considerando que, apesar da pandemia da covid-19, “é importante que os museus que têm recursos humanos suficientes se disponibilizem para começarem a receber pessoas dentro de um espaço de cultura”.

Odete Paiva frisou que, tratando-se de um museu de arte, “as pessoas já não podiam mexer nas obras”, ou seja, a interação das pessoas com os objetos já era nula.

“Os nossos vigilantes estão lá para que as pessoas não mexam nas peças”, explicou a responsável, acrescentando que estes profissionais serão divididos em duas equipas, cada uma das quais trabalhará uma semana e ficará a outra em casa.

Muitos dos técnicos superiores do museu vão manter-se ainda em teletrabalho.

Odete Paiva adiantou também que nas zonas comuns que estarão abertas – apenas a receção e as casas de banho – haverá “um enorme cuidado de higienização”.

Devido à covid-19, a cafetaria estará fechada e, nas salas, os ecrãs digitais estarão desligados.

“O que é relevante no museu, que são as obras de arte, vão estar completamente disponíveis para as pessoas poderem ver”, frisou.

Depois de limpas do pó que acumularam em dois meses, as obras estão agora “no seu melhor”, concretamente as pinturas de Grão Vasco, “que estão resplandecentes e com os dourados fantásticos”, acrescentou.

Segundo Odete Paiva, o facto de o museu ter dois pisos e um circuito previamente definido facilita a visita às obras com o necessário distanciamento de segurança.

“Os nossos vigilantes irão, sempre que necessário, travar um bocadinho o ritmo das pessoas, de modo a que a visita de cada um decorra normalmente”, frisou.

Por outro lado, para os próximos 15 dias não estão previstas visitas de grupo.

“Tudo o que estava marcado foi desmarcado, como visitas escolares e de grupos turísticos. De qualquer forma, se começarmos a ter solicitações de grupos, estes terão, no máximo, dez pessoas. Mas, neste momento, não temos nenhum pedido”, contou.

Na segunda-feira, Dia Internacional dos Museus, o Grão Vasco lança algumas iniciativas ‘online’.

Quer o espetáculo “Às cegas”, criado por Leonor Barata a convite do Teatro Viriato, quer a performance “Intimidade”, com Alexandre Sampaio, serão agora mostrados de forma diferente, a partir de gravações de alguns momentos. Para os mais novos, haverá um puzzle e um jogo da memória.

Odete Paiva referiu que convidou “um grupo muito especial” para visitar o museu ao final da tarde de segunda-feira, os profissionais de saúde da Unidade de Cuidados Intensivos e da Urgência do Hospital de S. Teotónio, que entrarão em “grupos muito pequenos”.

A coleção principal do museu é constituída por pinturas de retábulo provenientes da catedral, de igrejas da região e de depósitos de outros museus, da autoria de Vasco Fernandes (1475-1542) – conhecido por Grão Vasco – e de seus colaboradores e contemporâneos.

O acervo inclui também objetos e suportes figurativos originalmente destinados a práticas litúrgicas, peças de arqueologia, uma coleção de pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, exemplares de faiança portuguesa, de ourivesaria e de porcelana oriental e mobiliário.

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